Balzac escreveu: “O casamento deve lutar sem trégua contra um monstro que a tudo devora: o costume”. Hoje completamos 7 anos de casados. Entre namoro e casamento, somamos 11 anos juntos.
Não sei que bodas estamos fazendo, muito mais importante que isso é o sentimento que nos une nessa vidinha.
Pela manhã, meu amor me pegou pelas mãos, olhou nos meus olhos e disse: 7 anos!!. Juntos demos gargalhadas. Risos que nunca ninguém entenderá, porque a história é nossa, nos pertence, somos os personagens principais. Somos cúmplices e navegamos pelo mesmo oceano.
Não vou ser hipócrita e levantar a bandeira da felicidade. Já passei maus bocados, já brigamos muito, já nos magoamos, choramos, mas sempre tivemos em comum a vontade de acertar. Só de amor um casamento não sobrevive. Me dêem uma pedra bem pontiaguda para acertar na cabeça de alguém que diz que não tem problemas no casamento, que a vida é maravilhosa, digna dos contos de fadas. Tremenda balela! A vida a dois é um grande duelo de titã, onde não há vencedores e sim companheiros.
O que faz durar a relação é em primeiro lugar, a capacidade de lidar com conflitos. Sim, conviver com alguém, diferente de ti, é um verdadeiro e eterno conflito.
Não somos um casal perfeito e nem pretendemos ser; queremos única e tão somente ser felizes juntos.
Ao meu amor, desejo sempre que continue com essa boa vontade de acertar. Sou a sua segunda esposa, e ele sempre diz que jamais pretende passar por uma nova separação, que fará tudo o que tiver ao seu alcance para preservar o nosso casamento.
A mim, desejo mais paciência porque explodo ao vê-lo jogando toalhas pela cama, roupas e sapatos largados pela casa; o mínimo de desorganização me tira do sério.
Estabelecemos os nossos próprios “códigos de convivência”, por exemplo, não gostamos de expor a nossa intimidade na frente de qualquer um. Há momentos e há pessoas que merecem compartilhar desses nossos chamegos. Uma pessoa que trabalhou conosco, chegou a fazer um infeliz comentário, dizendo que não havia amor em nosso casamento. Decerto ela queria que beijássemos, nos abraçássemos e ficássemos grudados falando palavras melosas a todo instante. Talvez, para ela, amor signifique isso. Para nós, o amor está num nível mais profundo. O significado, daquilo que acreditamos ser amor, é outro: é aceitação, compreensão e respeito.
Detesto dormir abraçada ou sentindo alguém respirar perto do meu pescoço, então eu e meu marido adormecemos todas as noites com os dedos minguinhos entrelaçados.
Quando a minha caçula ainda era neném e não podíamos sair á noite direto, inventávamos os nossos próprios programas em casa mesmo. Fazíamos as crianças dormir e comíamos pizza e tomávamos vinho em taças de cristal ganhas de casamento. De pijama mesmo. E a gente dançava e se divertia.
Hoje, tenho certeza que somos melhores do que aquele ano de 2001.
Crescemos e formamos uma família; tão certo quanto 2 + 2 são 4 é a nossa felicidade.